Na mídia

Casa Amarela: a casa abriga cultura, mas os vizinhos reclamam

Em 28 de março, o Jornal da Gazeta apresentou reportagem sobre a situação atual da “Casa Amarela”, imóvel tombado pelo patrimônio histórico, abandonado pelo poder público, e depredado pelos atuais ocupantes. A AMACON continua defendendo a destinação desse local para um centro de saúde e convivência para a grande população de idosos da região.

  • 29/03/2016
  • Jornal da Gazeta
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AMACON fala à Veja SP sobre a situação da Praça Roosevelt

A presidente da AMACON e do CONSEG Consolação conversou com Sérgio Quintella, da revista Veja São Paulo, a respeito da Praça Roosevelt, que conta com extenso currículo de abandono, equipamentos quebrados, falta de iluminação, e infestação de ratos. Outros moradores da área também deram seus depoimentos.

  • 19/03/2016
  • Veja São Paulo
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Presidente da AMACON fala à VEJA SP sobre a Casa Amarela

A presidente da AMACON e do CONSEG Consolação falou à reportagem da revista Veja SP a respeito da “Casa Amarela”, imóvel localizado à rua da Consolação e tombado pelo patrimônio histórico.  A ocupação perturba os vizinhos e não respeita as condições de tombamento do imóvel. A AMACON sugere que o imóvel abrigue uma UBS ou um centro de convivência e saúde para os muitos idosos da região.

  • 11/03/2016
  • http://vejasp.abril.com.br/materia/invasao-mansao-consolacao-festas-ilegais
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Carnaval na Praça Roosevelt

Em 11 de fevereiro, o Fórum dos leitores do Estadão publicou, pela internet, a carta enviada pela AMACON, a respeito do Carnaval de rua e seus reflexos, em termos de segurança e saúde pública, para a região da Consolação, em particular a Praça Roosevelt.

Esta é a íntegra do texto publicado:

O “Estadão” de 8 de fevereiro publicou, em primeira página, a fotografia de uma foliona num terraço na Rua Martins Fontes e, ao fundo, a Rua Augusta e a Praça Roosevelt cobertas de gente. Parecia uma festa bonita, divertida, alegre. Talvez até fosse – mas não para os moradores do entorno da Praça Roosevelt e das ruas vizinhas.

Em 29 de janeiro, os blocos carnavalescos vieram para as ruas, e, desde então, a situação do nosso bairro piorou ainda mais. Blocos que extrapolam seus horários acordados com a subprefeitura, ou adotam percursos não permitidos, ou têm participantes em número muito superior ao previsto, ou não têm permissão da subprefeitura para sair, mas decidem sair assim mesmo. Blocos que deveriam apenas passar pela Praça Roosevelt, mas ali permanecem por horas a fio, com trios elétricos extrapolando todos os decibéis admissíveis. Pessoas que fazem sua festa particular numa praça que já se tornou sinônimo de desrespeito aos milhares de vizinhos que têm tido seu direito ao sossego violado diariamente, desde setembro de 2012 – data em que a nova Praça Roosevelt foi inaugurada.

Esses moradores foram submetidos a horas ininterruptas de som, música, gritos, fogos de artifício, batuques e trios elétricos em volume que ultrapassa todos os limites. Isso vai pela noite adentro, muito além das 22 horas – e cabe lembrar que perturbação de sossego não tem limite de horário. Os foliões ficam a madrugada toda gritando, tocando, batucando e cantando, devidamente abastecidos de álcool e drogas. Nos apartamentos vizinhos o som, amplificado pela acústica da praça, é ensurdecedor, enlouquecedor e insuportável. Os banheiros químicos não livram a praça nem as ruas vizinhas da urina, das fezes e do vômito dos foliões. Na manhã seguinte, os varredores não dão conta de limpar todas as ruas do entorno e os moradores da região têm de caminhar em meio a todos esses dejetos, embalagens de cerveja e garrafas quebradas, respirando o horrível fedor.

Muito se falou, desde o carnaval de 2015, sobre a necessidade de respeito aos moradores, considerando o que acontece na Vila Madalena. Ora, na Praça Roosevelt a mesma situação aconteceu no ano passado e continua acontecendo, sem que nenhum meio de comunicação faça qualquer registro. Parece que na região da Praça Roosevelt não mora ninguém! Mas há milhares de cidadãos sem dormir por noites a fio, com a saúde física e mental prejudicada; trabalhadores que não têm tido o descanso necessário; crianças nervosas e com comportamento alterado; e pessoas doentes que precisam de um mínimo de tranquilidade para suportar sua condição.

Nas ruas e na praça apinhadas de gente, uma pessoa não consegue ir de um lado a outro. Vizinhos não conseguem chegar a sua casa. Fecham-se artérias importantes para o trânsito de veículos e ônibus. Essas vias – por exemplo, a Avenida da Consolação (nos dois sentidos) e a Rua Augusta – ficam várias horas totalmente tomadas por foliões, impedindo o ir e vir, além do acesso de bombeiros ou ambulâncias. Não se vê nenhum órgão público sequer tentando controlar a situação, que logo se torna incontrolável. Quem passar mal no meio da multidão não conseguirá socorro; quem estiver a fim de assaltar ou barbarizar, com um revólver ou uma faca, terá impunidade garantida. Para entender, basta avaliar a foto publicada pelo jornal.

O carnaval é uma festa muito brasileira, não há dúvida, mas urge planejar um carnaval de rua com mais civilidade, mais controle dos órgãos públicos, mais rigor com relação a horários e percursos e, principalmente, mais respeito aos moradores da região. Uma festa que não infrinja o direito de ir e vir de todos os cidadãos. Que não perturbe indefinidamente o sossego e o descanso de quem não quer ou não pode brincar. Que não acarrete problemas de saúde para os moradores. Enfim, uma festa democrática, em que possa brincar ou descansar quem quiser fazê-lo.

 

  • 11/02/2016
  • Estadão
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